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Histórias - Dicas Pedagógicas
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O Tesouro Perdido das Missões: Uma análise pedagógica
O personagem Lisarb tem uma característica muito especial e fundamental para dar um caráter mais lúdico ao enredo, pois ao pertencer a um mundo de outra natureza, ter permanecido vivo por tantos anos, traz uma riqueza simbólica, um universo fantástico, que tira o ar professoral que poderia ter um enredo que pretende ensinar, ao mesmo tempo ele traz um conhecimento vivo, com o frescor de quem viveu de perto todo o período histórico referendado no enredo, contribuindo com sua leitura do pergaminho, peça fundamental para o desenrolar da trama.

Lisarb, embora não conheça a história das Missões têm sua propriedade no conhecimento das “línguas antigas” , a arqueóloga também tem conhecimento de uma cultura geral e uma especialidade no que diz respeito ao tesouro dos guaranis. Já as crianças aparecem na história como quem aprendem, assimilam tudo o que estes personagens mais experientes trazem.


Lisarb
 
No enredo, o grupo de crianças está conhecendo este enorme caldo cultural que é o contexto proporcionado pela festa farroupilha que traz em seu bojo uma diversidade de informações. Quando as crianças mostram algum conhecimento sobre fatos históricos e cultura geral (como ao falar no tesouro arqueológico, artístico e cultural das Missões), demonstram que mesmo não sabendo uma informação, de posse dela, podem re-significar o que já conhecem. Isto sim parte de uma concepção construtivista de conhecimento que considera os saberes prévios das crianças.

Da esquerda para a direita:
Filé, Gigi, Deco e Milu.
 
O Filé leva sempre consigo seu celular com acesso à internet e com possibilidade de tirar foto. Exploramos este recurso para aprofundar o conhecimento da cultura gaúcha e também para valorizar a busca de conhecimento das crianças com os recursos tecnológicos e recursos próprios de pesquisadores bem informados. Através do ícone do “celular” é possível explorar fotos de cenas reais como forma de conhecer mais aspectos dos lugares visitados, assim a própria curiosidade do navegador permitirá aprofundar-se ou não. Essa forma assemelha-se à forma da criança se aproximar do conhecimento, que não é numa linha única, pelo contrário, o usuário aciona informações que quer e não as únicas que lhe são oferecidas.

Todas as páginas que possuem fotos, contam com o ícone do celular
 
DICA:

Além do recurso do mapa (1ª página da história), que situa geograficamente, o professor poderá propor aos seus alunos montar uma linha do tempo ilustrada para terem uma idéia da evolução dos acontecimentos referidos no enredo, ou até mesmo, uma linha do tempo das evoluções das roupas gaúchas. Dica de bibliografia: “No Princípio... a Mais Nova História de Quase todas as Coisas” – Brian Delf e Richard Platt – Ed. Martins Fontes. Com isto estamos trabalhando um conteúdo importante que é a questão do calendário: “entender a ordenação temporal do cotidiano e comparar acontecimentos a partir de critérios de anterioridade, posteridade e simultaneidade” .


Mapa situado na primeira página que permite o acesso às histórias
A parceria do personagem Lisarb com a arqueóloga, completa bem o conceito de um enredo que busca uma identidade que una educação com entretenimento. Alia aspectos formais com informais. Brinca com a idéia de personagens meio nonsense com personagens mais ligados à realidade. E, valorizando mais a participação ativa em busca do conhecimento dos personagens crianças, o enredo pode aproximar-se ainda mais faixa etária ao qual se destina.

O importante neste roteiro é que tem conteúdo educativo, e este está contextualizado num enredo que tem uma estrutura em si. Fonte simultânea de lazer e conhecimento. Integração entre saber/sabor necessária para qualquer aprendizado. Para tanto, conteúdo e forma precisam caminhar juntos, é isso que torna o conhecimento instigante às crianças: aproveitar o potencial de aprendizagem das situações informais: o imaginário como motor do conhecimento.

O lúdico não está presente somente no jogo propriamente dito, mas quando consideramos a forma de ser e pensar da criança, seu pensamento imaginativo, criativo e, portanto, lúdico. Isso transparece no enredo, entretanto, pode ser valorizado com o aumento da participação dos personagens-criança na busca pelo conhecimento. Disponibilizar a informação de forma lúdica potencializa o interesse da criança pelo próprio enredo.

Mensagens cifradas aguçam a curiosidade das crianças, que adoram enigmas. O conhecimento como um grande enigma a ser desvendado é uma dimensão interessante de um roteiro que se pretende lúdico e ao mesmo tempo educativo e cultural.
 
DICA:
O professor pode explorar situações cotidianas ligadas ao universo das crianças da idade dos personagens, como brincadeiras locais. Do que as crianças gaúchas, afinal brincam? Isso está dentro do universo da faixa etária ao qual o site é destinado. Saber que um mesmo jogo, como bolinha de gude tem denominação diferente, formas de se jogar diversas pode ser muito interessante. A troca de e-mails entre escolas de diferentes estados poderá ser muito rica.


O ícone do diário se localiza em todas as páginas onde exista tal conteúdo
O diário da Milú é um importante instrumento de exploração dos conteúdos culturais e históricos. Traz por escrito os conhecimentos de um modo mais informal, despojado, próprio do gosto da criança.

Os recursos de áudio exploram falas regionais e aproximam os internautas da realidade local.

Algumas situações do enredo trazem informação ao mesmo tempo em que são divertidas, como é do acidente no contexto da dança chula.
 
DICA:
Seria interessante o professor explorar aspectos que são marcantes da cultura que vem de longa data, com aspectos mais atuais: a dança “Chula” vem de longa data, mas também existem outros tipos de música, como por exemplo, festivais de rock, etc.. Pequenas observações, como esta citada, trazem uma visão mais abrangente de como aspectos culturais mais antigos convivem e dialogam na atualidade. Isto é importante para não se ter uma visão estereotipada que no sul dança-se chula apenas. Aprofundamento x diversidade é a chave do conhecimento.


"Aprofundamento x diversidade é a chave do conhecimento."
O uso do dicionário de termos regionais gaúchos é bastante apropriado, para dar vazão à curiosidade acerca das expressões regionais.

Somente pelo conhecimento há produção de sentido. O tesouro das Missões passa a ter sentido quando o grupo conhece a história da qual ele se originou, com seu valor histórico, sua importância arqueológica e, sobretudo, mostramos as crianças que não apenas outro diamantes etc...têm valor, que o valor cultural e imaterial também existem.